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"The Dragon is the champ"

24/05/2009 | Postado em Blog, Lutas Profissionais

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Finalmente o mundo se redeu a esse excepcional artista marcial, dono de uma técnica perfeita e de uma estratégia irretocável. Lyoto não só é o novo campeão mundial dos pesos meio-pesados do UFC como o é invicto e incólume, lutando na “casa” do adversário ganhando o cinturão, a bolsa de apostas e a multidão que finalmente se rendeu a maestria de Lyoto que mais uma vez sai de um combate contra um dos mais perigosos lutadores da atualidade, o americano Rashad Evans, praticamente sem sentir o peso das luvas do ex-campeão, e fazendo o que até agora nomes como Chuck Lidell e Forest Griffen sequer chegaram perto de conseguir.

Numa noite histórica, Lyoto esteve perfeito em todos os aspectos, logo de início dominou o centro do octagon e impôs seu ritmo a Rashad, que como todos que lutaram contra Lyoto até hoje não encontrou o caminho para conectar os seus golpes frustrando-se a cada tentativa e ficando cada vez mais à mercê de Lyoto que depois da metade do primeiro round encaixa com perfeição um potente chute semi-circular, mawashi-geri para os karatécas, na linha de cintura seguido de um míssel de esquerda que levou Rashad a seu primeiro encontro com a lona. Lyoto então partiu para o “Ground and Pound”, porém no início da luta e com muito “gás” ainda, Rashad se recuperou e conseguiu levantar-se, Lyoto então rapidamente afastou-se e recomeçou a cercar sua “presa”.

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No segundo round Rashad continuou a atacar Lyoto sem encontrá-lo no octagon sendo atingido sem atingir na maioria das vezes e demonstrando cada vez mais não saber o que fazer para reverter essa situação, até que faltando exatamente um minuto e meio para terminar o segundo round Lyoto conecta uma perfeita sequencia, um direto de encontro, “Giaku-Tsuki Deai”, seguido de um devastador Ura-Tsuki, Upper-Cut, e um preciso Mawashi Tsuki, cruzado, que levou Rashad  a seu segundo encontro com a lona, abrindo caminho para uma avalanche de potência e precisão que levou o americano a conhecer simultaneamente a sua primeira derrota e seu primeiro nockout, coroando a jornada de Lyoto rumo ao título com uma das mais belas e autenticas vitórias na disputa de um cinturão do UFC, não deixando absolutamente dúvidas acerca de quem é o verdadeiro campeão.

Parabéns Lyoto!!!

Oss!
Vinicio Antony

Campeonato Brasileiro JKA

22/05/2009 | Postado em Blog, Papo Reto

O CURSO

Nos dias 14, 15 e 16 aconteceu em Arujá, SP, o curso de karate Shotokan JKA com os mestres Sasaki, Machida, Kazuo Nagamine, Ugo Arrigoni, Alfredo Aires e o convidado internacional Seizo Izumiya.

O curso foi excelente. Sensei Izumiya, além de extremamente técnico e capaz, é muito carismático, e tem uma expressão corporal formidável.

O número de participantes foi imenso – um dos maiores em cursos pré-campeonato da JKA – e sensei Izumiya ficou muito impressionado com a quantidade de caratecas presentes. Parabéns a todos que compareceram e tiveram o prazer de absorverem algumas das técnicas ensinadas pelo ex-atleta da seleção japonesa.

A COMPETIÇÃO

A presença maciça de atletas fez com que a competição fosse um sucesso. Havia atletas de diferentes federações (JKA, Tradicional, WKF…), provando que a união entre os “karates” é possível. Afinal, somos todos Shotokan.

O público presente foi brindado com katas de alto nível, e lutas espetaculares tanto no masculino quanto no feminino. Confrontos entre grandes nomes do karate JKA como Fábio Simões (SP), Rafael Moreira (RS), Wagner Pereira (SP), Wladimir Zanca (MT), Carlos Rodrigo (SP), Geraldo Mendes Jr. (MG), entre outros, levantaram os espectadores.

Infelizmente eu não pude participar, porque me recupero da cirurgia que fiz no ombro no final de janeiro. Chinzô e Takê Machida não compareceram ao evento porque auxiliam na preparação de Lyoto Machida na disputa pelo cinturão do UFC, dia 24 desse mês.

No feminino, lutas empolgantes entre as atletas da Seleção Brasileira. Nas semi-finais, Marina Brito (PA) venceu Natacha Marques (RJ), enquanto Sônia Coutinho (PA) ganhou de Manuela Spessato (RS). Na final, Sônia devolveu a derrota no sulamericano de 2008, no Chile, para a conterrânea. Em uma final disputada, Sônia conseguiu impor melhor seu jogo, e venceu com um wazari e um ipon com gyako jodan que fez um knockdown em Marina. A atleta paraense já foi campeão sulamericana individual em 2005, no Brasil, vencendo na final Fernanda Moturil, de Brasília.

No masculino, os caminhos dos dois finalistas foram distintos. Enquanto Fábio Simões ganhava suas lutas sem se arriscar muito, Rafael Moreira não teve vida fácil. Depois de uma vitória suada contra o experiente Clésio (SP), o gaúcho empatou com Wellington Kohara em uma luta muito movimentada, com alguns pontos impressionantes. No final, venceu na decisão dos juízes de forma unânime.

Na finalíssima, os dois atletas, velhos conhecidos de seleção brasileira, fizeram uma luta morna, onde Fabinho venceu por um a zero, com um gyako jodan adiantado. Um belo ponto em uma luta um tanto parada, onde nenhum dos dois parecia muito disposto a se arriscar.

Agora é esperar sair a convocação para que os atletas da seleção brasileira comecem a preparação para o sulamericano na Argentina.

Jayme Sandall.

Karate, arte ou caminho?

01/05/2009 | Postado em Blog, Papo Reto

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Durante o longo caminho percorrido por mim, quase trinta anos, no entendimento das artes marciais uma questão me acompanhou durante muitos anos, causando muitas vezes questionamentos e incerteza à cerca de meu rumo e objetivos. Jutsu ou Dô, qual o “caminho”?

Primeiramente gostaria de esclarecer o significado literário dessas duas palavras da língua japonesa.
JUTSU: Arte; Técnica.
: Caminho; Via, Postura.

Desta maneira parece fácil dizer qual é o que, mas será que você saberia dizer qual caminho o “Dô” tomou?

Provavelmente o amigo leitor já ouviu falar em JU-DÔ e JU-JUTSU ou Judô e Jiu-jitsu como são mais conhecidas essas duas artes que são muito difundidas no nosso país onde temos atletas medalhistas olímpicos e campeões mundiais.

Para que possamos compreender bem façamos uma breve incursão histórica pelo Japão feudal mais precisamente pelos anos de 1603 quando foi instituída a ditadura militar conhecida como Xogunato Tokugawa até 1868 quando teve início a Restauração Meiji, uma série de eventos que levou a uma mudança na estrutura político social do Japão, a chamada pacificação, O último samurai, Tom Cruise, lembra?

Pois bem, durante estes séculos o Japão foi assolado com guerras civis entre os feudos, nessa época ocorreu o surgimento do Bujutsu (武術), que era um conjunto de técnicas ou artes marciais, que somente podiam ser treinadas pelos Bushi (samurais), visando seu uso em batalha. Artes como o Kenjutsu (técnica da espada), Kyujutsu (técnica do arco) e o Ju-Jutsu (arte suave), eram treinadas apenas para tornarem-se eficientes e letais.

Porém o árduo treinamento à busca da perfeição técnica remetia a uma conduta diferenciada, onde conceitos éticos e morais surgiram norteando e dando um significado mais profundo às Artes Marciais, alicerçada por conceitos de disciplina e hierarquia pertinentes as práticas militares, dando origem assim ao “bushido”, um código de ética e de honra, não escrito, que preconizava a cortezia e o respeito.

Com o fim da era Tokugawa e o início da pacificação do Japão, as técnicas marciais ou Bujutsu começam a perder a sua importância como instrumento de guerra já que a “Classe Samurai” estava extinta e frente aos novos armamentos a maioria das técnicas tornavam-se inúteis. O que fazer então com séculos de cultura marcial?

Através desses séculos de guerra, a prática, o estudo e o desenvolvimento das técnicas marciais explicitavam um poderoso veiculo sócio educativo, além dos óbvios benefícios físicos e mentais. Seria esse o novo caminho, evidenciar a filosofia em lugar à busca pela eficiência letal.

Porem nesse processo para resguardar o patrimônio marcial japonês seriam necessárias adaptações para se adequar aos os novos tempos. Novos objetivos seriam propostos. A meta não poderia ser mais a guerra exclusiva dos Samurais.  Através do treino das técnicas se cultivaria corpo, mente e espírito para o auto-desenvolvimento, e as técnicas estavam abertas para toda a sociedade. Logo, muitas técnicas foram adaptadas e algumas até eliminadas. Não seriam mais técnicas mortais,  mas caminhos educacionais para o aperfeiçoamento humano que estavam ao alcance de qualquer um.

As artes marciais migrariam então para o “Dô”, que incorporava a elas todo o conteúdo filosófico encontrado no Xintoísmo e no Zen Budismo, o que faria com que elas se tornassem um caminho pelo qual se busca o auto conhecimento e auto aperfeiçoamento, a prática das artes marciais seriam agora um meio de vida, não obstante serem armas de guerra.

Desta feita artes antes conhecidas como Ju Jutsu, Ken Jutsu, Karate Jutsu, tornaram-se os modernos Ju Dô, Ken Dô, Karate Dô,etc…

Contudo o que se seguiu foi apenas uma mudança no foco, para assegurar a sobrevivência das artes marciais no novo mundo, e não uma mudança estrutural como a que é praticada nos dias de hoje. A conotação filosófica dizia respeito única e exclusivamente aos objetivos preconizados a cada uma dessas palavras, Jutsu (eficiência), Dô (busca), não tendo absolutamente influência alguma na prática desta ou daquela modalidade, apenas os fins deveriam ser mudados e não os meios.

Mas os tempos modernos trouxeram as competições e com elas inúmeras mudanças na estrutura ocorreriam, seria necessário confrontar a “mesma técnica” entre seus praticantes à busca de um campeão, o que fatalmente ocasionou uma significativa perda na eficiência, pois o treinamento seria agora direcionado às técnicas previstas dentro de um universo de possíveis ataques e contra-ataques, pertinentes a cada modalidade. Não se treinariam mais as técnicas na totalidade e sim maneiras de alcançarmos “pontos” em competições onde os golpes seriam avaliados de maneira subjetiva.

Não me posiciono aqui contra as competições, mesmo porque fui atleta por mais de quinze anos, porém é fato que as competições nos distanciam cada vez mais da essência das artes marciais, e o que passamos a fazer na maioria das “escolas”, foi treinar um ”jogo” onde se usa quimono.

As artes marciais nos oferecem um universo de possibilidades, são comprovadamente uma eficaz ferramenta educacional e um excelente método de treinamento físico e mental, as competições deveriam apenas ser uma pequena parte desta grandiosa herança de homens magníficos do passado, e não um “Caminho” para longe da verdadeira “Arte”.

O objetivo do Dô é aperfeiçoar o “Ser Humano”, o do Jutsu sobrepujar o “Ser Humano”, e é ai que se esconde o grande segredo das artes marciais. Na busca incessante pela excelência técnica, que nos possibilitaria vencer qualquer combate, cercados por conceitos de honra, disciplina e respeito, nos deparamos com momentos de total solidão e introspecção que nos conduzem a um maior auto conhecimento e conseqüentemente nos criam a possibilidade de melhorarmos como Seres Humanos, e é quando vislumbramos o real “Caminho da Arte”, lutar para vencer a si próprio, nossos medos, nossas fraquezas, nossas limitações.

A busca pela “eficiência” torna o artista marcial obstinado pela “perfeição”, e esta é a união entre o “Jutsu” e o” Dô”, a Arte e o Caminho, que são segmentos e como tal, não devem ser separados. Acredito que um está inserido no contexto do outro, pois “treinar sem buscar a totalidade da arte, é tão equivocado quanto alcançá-la sem entender a responsabilidade que isto requer”.

Hoje após todos estes anos de busca, fiz do Jutsu o meu , da minha arte o meu caminho, onde a filosofia e a eficiência caminham lado a lado.

Oss!
Vinicio Antony

Treinamento físico e definição muscular.

25/04/2009 | Postado em Blog, Qualidade de Vida

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Muito se especula sobre como se ter um corpo “sarado”, com definição muscular, ou como se costuma dizer todo “dividido”. Também é muito comum alunos de academias de ginástica procurarem seus professores pedindo séries de musculação, ou treinamentos específicos para alcançarem uma maior “definição muscular”.

Fato é, pasmem, todos nós temos todos aqueles músculos desenhados e fibrosos, só que, revestidos por mais ou menos “gordura”, e é o que vai determinar o quanto eles vão ou não ficar aparentes em nosso corpo. Obviamente exercícios que aumentem nossa “massa corporal magra”, ou seja nossos músculos, tendem a torná-los mais visíveis, porém se o percentual de gordura estiver alto o máximo que você vai conseguir é ser chamado de “socado”, ou então, ela é uma gordinha forte, não é?

Então o que se deve fazer em primeiro lugar é tratar de retirar essa indesejável camada de gordura sobre nossos músculos. É pura matemática, se você come “xx” e gasta “x”, vai sobrar “x”, ou seja se você gasta menos do que consome vai engordar e se você gasta mais do que consome certamente vai emagrecer, e não venha com aquele velho papo de “eu não sei porque engordo… minha alimentação é tão boa”!!?? Alguém ai já viu a foto de um gordinho em Auschwitz? Sei que a piada é de péssimo gosto, mas serve para ilustrar a situação. Sem comida não há como engordar!

O ideal é que você consiga conciliar uma alimentação saudável a uma rotina de treinamento também saudável com um alto consumo calórico, onde tanto uma como a outra respeitem a qualidade de vida. A alimentação deve ser saudável porém sem excluir definitivamente o prazer de se comer bem, e os exercícios devem ser acima de tudo adaptados a individualidade de cada um, onde você consiga encontrar saúde e prazer. Atividades aeróbias como corrida, spining, natação, ou aero-anaeróbias como lutas e atividades esportivas em geral, aliadas a um bom treinamento neuro- muscular, certamente trarão um excelente resultado para esse objetivo.

Hoje em dia existem inúmeros tipos de treinamento para auxiliar-nos nessa busca por um corpo perfeito, porém é preciso atentarmos que o primordial é que tenhamos saúde, e que entendamos que a nossa genética tem um papel determinante sobre isso, ou seja uma pessoa “endomorfa”, (com maior tendência ao acumulo de gordura), talvez até consiga mudar algo significativo em sua composição corporal, mas a que preço? O quanto em sacrifício e decréscimo em qualidade de vida isso irá custar. Sem mencionar pessoas que fazem uso de medicamentos, dietas intermináveis e o uso indiscriminado de anabolizantes, e o pior é que ao primeiro deslize no treinamento, como um longa viajem de férias, ou um problema de saúde que a deixe acamada por um período longo ou ainda a impossibilidade de continuar com sua dieta e rotina de treinamentos, a “sua natureza” vai chamá-la de volta e todo o “ganho estético” se desfaz rapidamente e você volta a aparentar as características de seu biotipo, só que agora com possíveis sequelas adquiridas durante  o longo período de sacrifícios.

O que fazer então?  Sentar na poltrona de casa e assistir televisão com um pote de brigadeiro no colo, dois engradados de cerveja e dez pacotes de doritos, e seja o que Deus quiser!!?? Claro que não! O que quero dizer, é que quando nos despimos do estereótipo do corpo perfeito e buscamos a saúde e o bem estar em harmonia com nossa genética, encontramos muito mais prazer na atividade física e consequentemente passamos a ter um resultado maior, sem aquela espectativa de virarmos um Swarchznegger ou uma Gisele Bundchen, e é ai que os resultados tornam-se eficazes quando entendemos e respeitamos nossa individualidade, pois lembrem-se que como seres humanos somos “semelhantes” e não iguais.

O Karate e o MMA.

20/04/2009 | Postado em Blog, Lutas Profissionais

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Dia 23 de maio próximo teremos a disputa do cinturão da categoria dos meio-pesados no Ultmate Fight Championship, maior evento de Mixed Martial Artes do planeta na atualidade, e nessa disputa teremos o brasileiro Lyoto “The Dragon” Machida.

Posso dizer, com certo orgulho, admito eu, que fui uma das pessoas que apresentou o MMA a Lyoto. Tenho o privilégio de ser amigo de Lyoto e não por ser ele um atleta e lutador fantástico, mas sim pela pessoa leal e sincera que é.

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Lyoto é o mais genuíno representante da “arte das mãos vazias”, o Karate Jutsu, no universo da luta profissional, digo Karate Jutsu pois apesar dele ter treinado o Karate Dô, como todos nós que aprendemos o Shotokan Karate, ele não se rendeu as barreiras e limitações impostas pelos estilos, e hoje posso afirmar por tudo o que acompanho de seus treinamentos, que ele treina o Karate como foi criado em sua verdadeira essência, a “arte voltada para a eficiência”. E dessa essência surge o “Machida Karate” que é o estilo criado por sua família e que incorpora as mais eficientes técnicas do Karate.

Tive o prazer de antes disso tudo dividir com ele um lugar na seleção brasileira de Karate por duas ocasiões, no campeonato mundial de 1996 no Brasil, quando Lyoto ainda era um rapazola e participava pela primeira vez de uma seleção ao passo que eu já disputava meu terceiro campeonato mundial, e a segunda vez em 1998 na polônia quando Lyoto já despontava aos dezoito anos como um dos maiores lutadores do Karate Shotokan em todo o mundo conquistando a medalha de bronze nessa competição. Mais adiante encerrei minha carreira de atleta conquistando meu décimo quarto título de campeão brasileiro numa competição onde enfrentei Lyoto em duas categorias.

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Nessa época Lyoto demonstrava grande interesse pelo Jiu Jitsu e pelo MMA, e eu como também faixa preta de Jiu Jitsu, apresentei a Lyoto e seu irmão Chinzo as técnicas da Arte Suave. Depois disso Lyoto seguiu o caminho que o levou até a disputa do título da categoria mais disputada do Mixed Martial Arts, reconhecido como um dos mais talentosos lutadores do mundo.

Méritos desse fabuloso lutador, inteligente e disciplinado até o fim em sua estratégia que quando traçada é fielmente executada, características certamente herdadas do treinamento do Karate Shotokan que é uma luta basicamente feita de estratégia, porém ele vai além, utilizando o Karate completo, como foi concebido, uma arte completa que atua tanto em pé quanto no solo, trazendo à luz a verdadeira “arte das mãos vazias”.

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Para quem tinha dúvidas a cerca da eficiência do Karate como luta, Lyoto veio como um arauto, prová-la a quem não o pratica e evidenciá-la a quem é adepto desta arte excepcional que nos ensina muito mais do que golpes eficientes, mas um modo de vida em um caminho de honra e respeito.

Oss!
Vin!icio Antony

Arte Marcial para a Vida.

18/04/2009 | Postado em Blog, Qualidade de Vida

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Não é saudosismo, é a mais pura realidade, os jovens de hoje, não direi perderam, pois acredito eu, nunca tiveram uma boa relação com a educação, com valores éticos ou morais. Em relação à hierarquia então o que dizer a maioria nem sequer sabe bem ao que se refere.

É a globalização, é a internet, são as companhias. Motivos e culpados existem aos montes e é infinitamente mais fácil atribuirmos a outros uma responsabilidade que é nossa, educar nossas crianças, porém não é necessariamente uma tarefa exclusiva. Nós podemos e devemos cercar nossos filhos de boas pessoas e de bons exemplos, o psicoterapeuta Steve Biddulph, autor do bestseller “Criando Meninos, enfatiza em seu livro a necessidade de que nossos filhos convivam com “homens de bem”.

Já estive em todos os tipos de “Dojos” (academias de artes marciais), do interior mais longínquo do Tocantins a academia mais luxuosa da zona sul do Rio de Janeiro, passando também por centros internacionais de lutas nos Estados Unidos, Canadá e Europa, e o que pude observar na grande maioria dos lugares em que estive, é o comprometimento dos mestres e praticantes com a cordialidade, com a ética e com uma incessante busca pelo desenvolvimento no aspecto humano.

Obviamente encontramos sujeitos que deturpam todo tipo de ensinamento e filosofia, e não haveria de ser diferente nesse meio, onde encontramos charlatões como em qualquer área profissional, porém posso garantir que existem grandes homens dispostos a formarem pessoas melhores, mais perseverantes, cordiais e conscientes de seus deveres para com a sociedade.

A não muito tempo atrás existia uma matéria nas escolas chamada, Educação Moral e Cívica, onde aprendíamos que “o direito de cada um termina onde começa o direito do outro”, o que a meu ver bastaria para um mundo melhor, lamentavelmente algum “educador” resolveu que isto talvez não fosse relevante em nossa sociedade, e resolveu excluir essa matéria do currículo escolar.

Lamúrias a parte, fato é que convivemos com maus exemplos diariamente, de políticos corruptos impunes a menores assassinos ilesos, vivemos num país onde a prioridade é do automóvel, e a transgressão de “pequenas” regras é prática diária. Onde poderíamos então procurar bons exemplos para nossos filhos?

Os esportes em geral tendem a proporcionar um contato maior com boas atitudes como o companheirismo, a lealdade e o censo de justiça, porém nas artes marciais isto tudo, e muito mais, é levado muito a sério, onde é praticamente feita uma seleção natural onde quem insiste em não se adaptar acaba por explicitar sua dificuldade de relacionamento social, sinalizando talvez a necessidade de uma abordagem profissional que feita no momento e da maneira adequadas certamente contribuirão em muito para a solução de problemas dessa natureza. Mas quando me refiro as Artes Marciais, obviamente trato de estabelecimentos e pessoas sérias respaldadas em uma história dentro da arte, do profissionalismo e da vida.

Por isso, acredito eu, que a arte marcial praticada não com o objetivo de formarmos lutadores e atletas, mas sim como uma prática regular, onde nossos filhos teriam contato com noções de disciplina, respeito, hierarquia e honra, tal qual uma matéria escolar, daquelas que talvez nunca utilizemos em nossas profissões, mas que sempre estarão em nossas memórias ali prontas para darem sua contribuição no momento oportuno, seria de grande valia na formação da personalidade e caráter de nossos filhos.

Tenho quase trinta anos da prática de artes marciais, e posso afirmar inequivocamente que ela me fez um homem melhor, e hoje me auxilia muito na educação e na formação de meu filho.

Oss!

Vinicio Antony.