
Muito se especula sobre como se ter um corpo “sarado”, com definição muscular, ou como se costuma dizer todo “dividido”. Também é muito comum alunos de academias de ginástica procurarem seus professores pedindo séries de musculação, ou treinamentos específicos para alcançarem uma maior “definição muscular”.
Fato é, pasmem, todos nós temos todos aqueles músculos desenhados e fibrosos, só que, revestidos por mais ou menos “gordura”, e é o que vai determinar o quanto eles vão ou não ficar aparentes em nosso corpo. Obviamente exercícios que aumentem nossa “massa corporal magra”, ou seja nossos músculos, tendem a torná-los mais visíveis, porém se o percentual de gordura estiver alto o máximo que você vai conseguir é ser chamado de “socado”, ou então, ela é uma gordinha forte, não é?
Então o que se deve fazer em primeiro lugar é tratar de retirar essa indesejável camada de gordura sobre nossos músculos. É pura matemática, se você come “xx” e gasta “x”, vai sobrar “x”, ou seja se você gasta menos do que consome vai engordar e se você gasta mais do que consome certamente vai emagrecer, e não venha com aquele velho papo de “eu não sei porque engordo… minha alimentação é tão boa”!!?? Alguém ai já viu a foto de um gordinho em Auschwitz? Sei que a piada é de péssimo gosto, mas serve para ilustrar a situação. Sem comida não há como engordar!
O ideal é que você consiga conciliar uma alimentação saudável a uma rotina de treinamento também saudável com um alto consumo calórico, onde tanto uma como a outra respeitem a qualidade de vida. A alimentação deve ser saudável porém sem excluir definitivamente o prazer de se comer bem, e os exercícios devem ser acima de tudo adaptados a individualidade de cada um, onde você consiga encontrar saúde e prazer. Atividades aeróbias como corrida, spining, natação, ou aero-anaeróbias como lutas e atividades esportivas em geral, aliadas a um bom treinamento neuro- muscular, certamente trarão um excelente resultado para esse objetivo.
Hoje em dia existem inúmeros tipos de treinamento para auxiliar-nos nessa busca por um corpo perfeito, porém é preciso atentarmos que o primordial é que tenhamos saúde, e que entendamos que a nossa genética tem um papel determinante sobre isso, ou seja uma pessoa “endomorfa”, (com maior tendência ao acumulo de gordura), talvez até consiga mudar algo significativo em sua composição corporal, mas a que preço? O quanto em sacrifício e decréscimo em qualidade de vida isso irá custar. Sem mencionar pessoas que fazem uso de medicamentos, dietas intermináveis e o uso indiscriminado de anabolizantes, e o pior é que ao primeiro deslize no treinamento, como um longa viajem de férias, ou um problema de saúde que a deixe acamada por um período longo ou ainda a impossibilidade de continuar com sua dieta e rotina de treinamentos, a “sua natureza” vai chamá-la de volta e todo o “ganho estético” se desfaz rapidamente e você volta a aparentar as características de seu biotipo, só que agora com possíveis sequelas adquiridas durante o longo período de sacrifícios.
O que fazer então? Sentar na poltrona de casa e assistir televisão com um pote de brigadeiro no colo, dois engradados de cerveja e dez pacotes de doritos, e seja o que Deus quiser!!?? Claro que não! O que quero dizer, é que quando nos despimos do estereótipo do corpo perfeito e buscamos a saúde e o bem estar em harmonia com nossa genética, encontramos muito mais prazer na atividade física e consequentemente passamos a ter um resultado maior, sem aquela espectativa de virarmos um Swarchznegger ou uma Gisele Bundchen, e é ai que os resultados tornam-se eficazes quando entendemos e respeitamos nossa individualidade, pois lembrem-se que como seres humanos somos “semelhantes” e não iguais.